Marco Aurelio Lyrio Reis, Advogado

Marco Aurelio Lyrio Reis

Juiz de Fora (MG)

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Direito Previdenciário, 100%

É um ramo do direito público surgido da conquista dos direitos sociais no fim do século XIX e iní...

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Marco Aurelio Lyrio Reis, Advogado
Marco Aurelio Lyrio Reis
Comentário · há 9 anos
Vejamos o que dizem dois atores sobre o indecoroso episódio protagonizado pelo colega ator Mayer.
Comentando o procedimento mafioso de Zé Mayer, o ator Caio Blat afirmou achar “brilhante como ele se colocou hoje... todos nós o conhecemos, ele não ameaça ninguém. Acho que foi uma brincadeira fora do tom, que ele já reconheceu e que isso possa servir como exemplo”. Parece brincadeira ou manifestação de embriagado. Para alguém que cometeu um crime, negou-o com veemência inicialmente e só

depois reconheceu sua conduta típica delituosa, Caio Blat reserva somente elogios: foi brilhante - é, um brilhante repleto de jaças; nós o conhecemos – isto significa, Caio Blat, nós o absolvemos?; ele não ameaça ninguém - é, Caio Blat, ele vai direto à ação, nada de ameaças, direto à consumação; foi uma brincadeira fora do tom – não, Caio Blat, não foi uma brincadeira, pois durou aproximadamente oito meses. Foi, isto sim, uma enorme agressão à liberdade e integridade sexual da vítima, e agressões nunca tem tom certo. Estão sempre erradas; ...e que isso possa servir de exemplo – isso o quê, Caio Blat? a atitude indecorosa, ultrajante e delituosa praticada por José Mayer? Ou o seu reconhecimento público do crime que cometeu? Você não esclareceu bem este ponto. Aliás, para a vítima, colega mulher, segundo consta, você não teve uma palavra de apoio. Simplesmente ignorou-a. Preocupou-se em tecer loas ao colega homem. Mayer, e agora somos nós quem falamos, teve de assumir seu erro e desculpar-se publicamente. No episódio é a única menção que deve ser feita a ele, sem qualquer elogio e sem atribuir qualquer mérito pessoal em decorrência da confissão. É o mínimo que se espera de qualquer pessoa: que assuma a responsabilidade por seus atos. Na mesma linha defensiva, Thiago Rodrigues afirmou que José Mayer é “boa pessoa e que pode ter errado realmente”, destacando que “não é assim que se combate o machismo” e que Mayer não pode ser crucificado por isso. Mais realista que Mayer, que confessou o crime embora não sem antes negá-lo, Thiago tem dúvidas: será que ele errou? Se errou, para Thiago “não é assim que se combate o racismo”. Assim como, Thiago? Condenando atos da natureza do cometido por Zé Mayer? Não é assim? Será, então, que o combate ao machismo deve ser feito prestando solidariedade ao autor do crime e enaltecendo boas qualidade que você, Thiago Rodrigues, afirma ser ele possuidor? Zé Mayer, Thiago, não será crucificado pelos atos consumados em continuidade delitiva durante, aproximadamente, oito meses, porque tal sanção não figura no preceito secundário da ação típica delituosa. Mas merece a sanção legal, para que o combate ao machismo não tenha a profundidade de um lava-pés de piscina, mas a fundura das fossas Marianas que correspondem aos direitos que a norma penal quer proteger.
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